APRAESPI e Santa Casa de Batatais participam de movimento pela saúde em Brasília

Ato tem como objetivo manter em evidência a crise financeira dos hospitais filantrópicos e reforçar o apelo por uma solução para manter essas instituições em funcionamento.
Na última terça-feira, 4 de agosto, um grupo de diretores e profissionais hospitalares de Ribeirão Pires (APRAESPI) e Batatais (Santa Casa) estiveram em Brasília para agregar forças ao Movimento Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no SUS – “Acesso a Saúde: meu direito é um dever do Governo”. O evento foi articulado pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), junto com as federações estaduais, com o objetivo de manter em evidência a crise financeira dos hospitais filantrópicos e reforçar o apelo por uma solução para manter essas instituições em funcionamento.
De acordo com a assessoria de imprensa da CMB, cerca de 300 representantes de instituições sem fins lucrativos participaram da manifestação na Praça dos Três Poderes e da reunião que contou com a presença de quase 50 parlamentares. O ato contou com o apoio da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas e da Frente Parlamentar de Saúde.
A ação teve início a nível municipal, depois estadual e agora o terceiro ato realizado em Brasília. O despertar surgiu após a Confederação se deparar com a situação financeira dos hospitais em que a única solução é fechar as portas. “Os hospitais filantrópicos atendem a mais de 50% dos pacientes que procuram o SUS e que por isso o governo deveria nos dar mais atenção, pois afinal, quem paga a parte que não é financiada? É um direito do povo e está na lei, mas mesmo assim não é cumprido e nós queremos receber por aquilo que custa quando ofertamos atendimento para a população”, afirmou Lair Moura Sala Malavila Jusevicius, provedora da Santa Casa.
Para Lair, membros da diretoria, Irmandade e representantes dos profissionais que estiveram presentes, participar dessa mobilização é fundamental para que ocorra um despertar do governo em relação ao investimento oferecido e aquilo que se é gasto. “Para se ter ideia, apenas 55% do custo de um parto cesariano é repassado para o hospital, os outros 45% vão sendo aglomerados na dívida que só aumenta a cada ano. Para 2015, a previsão dessa dívida somando todas os hospitais filantrópicas é de mais de 22 bilhões. Por isso esperamos ser ouvidos pelo governo”, disse a provedora.
O presidente da CMB, Edson Rogatti, que foi recebido pela presidente Dilma Rousseff na manhã da manifestação, disse que a presidente recebeu o ofício com o pleito do Setor, ouviu as reivindicações e pediu ao ministro da Saúde um atendimento especial às Santas Casas. “Pedimos à presidente Dilma uma política de financiamento via BNDES, para que possamos quitar as dívidas e um reajuste nos valores dos pagamentos, para que seja repassado o valor real do que gastamos com cada procedimento. Para nós não faz diferença se é por tabela, contrato ou incentivo. O Governo pode usar o método que quiser, mas precisamos receber pelo menos o mesmo valor que gastamos nos atendimentos”, finalizou Rogatti.